Dengue: A dengue é uma doença infecciosa febril, sendo um dos principais problemas de saúde pública no mundo. Ela é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectado. A infecção pelo vírus da dengue pode ser assintomática ou sintomática. Quando sintomática, causa uma doença sistêmica e dinâmica de amplo espectro clínico, variando desde formas mais leves até quadros graves, podendo evoluir para o óbito. Todos os quatro sorotipos de vírus da dengue circulantes no mundo (DEN1, DEN-2, DEN-3 e DEN-4) causam os mesmos sintomas, não sendo possível distinguilos somente pelo quadro clínico.

Sintomas: Os sintomas são febre, dor de cabeça, dores musculares e nas articulações, dor atrás dos olhos e manchas vermelhas na pele. A doença pode evoluir para uma forma mais grave e ocasionar sangramento na pele, mucosas, orgãos internos e até levar à morte.

Transmissão: A dengue é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada com o vírus. A principal medida é eliminar os criadouros do mosquito.

Diagnóstico: É realizado por exames laboratoriais ou pela avaliação dos sinais e sintomas apresentados e pela presença da pessoa em áreas com detecção do mosquito transmissor ou com casos de dengue nos 14 dias anteriores ao início do quadro.

Tratamento: Não existe medicamento específico contra a dengue, mas os sintomas podem ser aliviados com o uso de remédios para dor ou febre, prescritos pelo médico, além de hidratação abundante.

Não devem ser usados medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (Aspirina, Melhoral, AAS) e anti-inflamatórios, pois podem aumentar o risco de hemorragias.

HISTÓRICO DE FOCOS

ANO

2010

2011

2012

2013

2014

2015

2016

2017

2018

2019

Nº DE FOCOS

01

00

38

66

86

125

108

99

118

55*

*Até a semana epidemiológica 13/2019

Conforme Tabela acima, observa que em 2010, foi encontrado o primeiro foco do Aedes Aegypti. O bloqueio eficaz, tornou possível a sua eliminação, passando por 2011, sem novos focos. Apartir de 2013, o município foi considerado infestado, com mais de 90% da área urbana com registro de focos, sendo alertado do risco de epidemia. No mesmo ano, o Programa foi estruturado com coordenação e Agentes Comunitários de Endemias - ACEs conforme a orientação do programa estadual. O Ano de 2015, ano que antecedeu a epidemia, fechou com registro de 125 focos. Naquele ano, várias ações de mutirões de limpeza foram realizadas no centro e bairros. O foco dessas ações foram os lixos, entulhos e terrenos baldios. No início de 2016, com a epidemia, as ações foram intensificadas com apoio da equipe do estado, bombeiros e exército nacional, além da equipe de ACEs, Agentes Comunitários de Saúde – ACS. Departamento de Obras e Serviços Urbanos – DOSU, Defesa Civil entre outros. A atenção maior dessas atividades, foram os pontos em altura, como caixas de água, lajes de casas e prédios, calhas e cisternas. Nos anos seguintes a Epidemia, a cidade se manteve infestava mesmo com diversas ações, e permanece em estado de alerta.

HISTÓRICO DE CASOS NOTIFICADOS E CONFIRMADOS

ANO

2010

2011

2012

2013

2014

2015

2016

2017

2018

2019

CASOS NOTIFICADOS

00

02

04

06

04

33

2.718

23

28

19

CASOS CONFIRMADOS

00

00

01*

02*

00

01*

06*

2453*

00

01*

00

*Importados
**Autóctones

Entre os anos de 2012 e 2013 o município registrou 03 casos de dengue importados, sendo realizados os devidos bloqueios. Em 2014 não houve registro de casos confirmados. No ano de 2015 foram notificados 33 casos, sendo positivos um (01) caso, no mês de abril, um (01) caso no mês de maio; ambos importados e com bloqueio eficiente. Já no início de novembro foi registrado o terceiro caso confirmado, importado, com bloqueio realizado. No mês de dezembro, foram registrados 03 casos positivos, sendo ambos autóctones, dando início a epidemia no começo do ano de 2016. O município de Pinhalzinho apresentou em 2016, o maior número de casos autóctones (2.453) no estado, com uma taxa de incidência de 13.120/100 mil/hab. (A Organização Mundial da Saúde (OMS) define o nível de transmissão epidêmico quando a taxa de incidência é maior de 300 casos de dengue por 100 mil habitantes). No ano de 2017 foram notificados, 23 casos, sendo todos descartados. Já em 2018, dos 28 casos suspeitos, 01 foi confirmado, mas como era morador de outra Cidade/Estado, não é contabilizado como caso do município. E em 2019, as equipes da ESF e Hospital, permanecem notificando casos suspeitos, sendo realizados bloqueio pelos ACEs em 100% dos casos. Além dos bloqueis em áreas de circulação de pacientes positivos de outras cidades, inclusive com aplicação de UBV –Ultra Baixo Volume (fumacê), inseticida utilizado pra mosquitos adultos em áreas de circulação de pacientes positivos.


Ressalta-se a importância de ações preventivas para eliminação dos criadouros através da sensibilização da população para essa ação, com atividades nas escolas, recolhimento de lixo por voluntários, entre outros. Mas reforçamos a necessidade do comprometimento das pessoas com relação a eliminação de criadouros em sua residência e terrenos.
 

A DENGUE É PROBLEMA DE SAUDE PÚBLICA. AJUDE A PREVINIR!!!

 

Pinhalzinho, 02 de abril de 2019.


Ivanete maria Rauber Althaus
Enfermeira Coordenadora de Vigilância Epidemiológica