Na manhã desta segunda-feira (28) foi realizada uma reunião da Comissão municipal da Defesa Civil de Pinhalzinho, na sala de reuniões da Prefeitura, com a representação da classe empresarial, cooperativas, secretários e servidores municipais, vereadores, o prefeito Mário Afonso Woitexem e demais lideranças da sociedade civil.


Primeiramente, o poder público expos a situação enfrentada pelo município com a paralisação dos caminheiros, que desde quinta-feira (24) interrompeu os trabalhos do departamento de máquinas. Além disso, apresentou a situação da Educação, da Saúde e da Agricultura.


O secretário de Educação, Fabrício Fontana, salientou que até quarta-feira (30), o município consegue manter as atividades normais nas escolas, porém, o agravante está na locomoção dos profissionais que atuam nas escolas. “Muitos vem de municípios da região e já estão enfrentando problemas para se descolar ao trabalho, devido à falta de combustível. Cada dia terá que ser avaliado”, salientou o secretário. 


Nesta segunda-feira, 27 professores não conseguiram chegar até Pinhalzinho. “Se persistir por muito tempo a paralisação, vamos chegar num ponto em que não vamos conseguir atender as crianças nas creches e isso vai fazer com que a indústria, o comércio e a prestação de serviço tenham um sofrimento muito grande, pois aonde o trabalhador vai deixar o seu filho”, mencionou o prefeito.


Para atender a Saúde, o secretário Elmo Zanchet, apontou que tem reserva de combustível, mas a preocupação também é com relação aos profissionais que residem fora de Pinhalzinho, que começam a enfrentar dificuldades para se descolar ao trabalho, prejudicando assim o atendimento aos pacientes.


Da agricultura, o secretário Honorino Dalapossa, falou sobre os grandes prejuízos que já estão sendo registrados e os prejuízos que ainda virão em decorrência da greve. Isso, no que se refere ao trato dos animais e ao leite dos produtores que está sendo jogado fora por não ter recolha. 


Na reunião ficou decidido em decretar Estado de Emergência. “Uma das exigências, instituída em 2012, quando mudou a situação de emergência, é que o município atinja um prejuízo a nível municipal e privado. Hoje já superamos estes prejuízos. Esse decreto é para que possamos, posteriormente, reivindicar algo para as categorias atingidas e para isso precisamos estar amparados por lei”, menciona o prefeito. 


Ele destacou ainda, que será elaborado um estudo técnico apontando todos os prejuízos e posteriormente o decreto será assinado.