Projeto é do Ministério da Educação e Cultura
 
A comunidade de Pinhalzinho terá a oportunidade de assistir no dia 26 deste mês (sexta-feira), às 20h00, no anfiteatro do Colégio Marcolino Eckert, a um recital musical, no gênero “Choro”.
 
A apresentação será de ARNALDO SAVEGNAGO & QUINTETO MUSI ART. O Ministério da Educação e Cultura aprovou o Projeto Choro Gênero Musical Brasileiro - encaminhado por Arnaldo Savegnago. Deste Projeto constam dez apresentações a serem realizadas em duas etapas, no Oeste Catarinense e Norte do Rio Grande do Sul.
 
Atuando com esta formação desde 2008, o grupo executa obras inéditas e originais compostas para este gênero musical, além de interpretar obras de outros compositores, entre eles, Valdir Azevedo.
 
As apresentações da primeira etapa foram realizadas no mês de Março de 2012 nas seguintes cidades no Rio Grande do Sul: Lagoa Vermelha e Marcelino Ramos em Santa Catarina: Concórdia Seara e Chapecó. Na segunda etapa em Outubro de 2012, no Rio Grande do Sul, Passo Fundo, Erechim e Carazinho. Em Santa Catarina, Pinhalzinho e Joaçaba na segunda etapa.
 
O evento tem o apoio do Departamento Municipal de Cultura e segundo a diretora da pasta Carmem Teresa Salvini, os ingressos são limitados e os convites poderão ser retirados no Departamento de Cultura, na residência do Sr.Vilson Savagnago e na escola José Marcolino Eckert.
 
 ARNALDO SAVEGNAGO & QUINTETO MUSI ART
       Arnaldo Savegnago & Quinteto Musi Art é um grupo formado por seis componentes com o objetivo de resgatar o Gênero Choro- que caiu no esquecimento cultural e cujo auge ocorreu nos anos 1940 a 1960.  
Deste grupo fazem parte Arnaldo Savegnago: Cavaquinho Solo, Fabrício Luís Savegnago: Cavaquinho Centrador, Fernando Savegnago: Violão Harmonizador, Paulo Henrique Müller: Clarinete Solo, André Michalski: Percussão e Yáskara Sperhacke, intérprete vocal.
 
História        
 
Choro – Gênero Essencialmente Brasileiro
Gênero criado a partir da mistura de elementos das danças de salão européias (como o schote, a valsa, o minueto e, especialmente, a polca) e da música popular portuguesa, com influências da música africana. De início, era apenas uma maneira mais emotiva, chorosa, de interpretar uma melodia, cujos praticantes eram chamados de chorões. Como gênero, o choro só tomou forma na primeira década do século XX, mas sua história começa em meados do século XIX, época em que as danças de salão passaram a ser importadas da Europa. A abolição do tráfico de escravos, em 1850, provocou o surgimento de uma classe média urbana (composta por pequenos comerciantes e funcionários públicos, geralmente de origem negra), segmento de público que mais se interessou por esse gênero de música. 
 
Em termos de estrutura musical, o choro costuma ter três partes (ou duas, posteriormente), que seguem a forma rondó (sempre se volta à primeira parte, depois de passar por cada uma).Como exemplo podemos citar algumas músicas conhecidas em três partes: Tico-tico no Fubá de Zéquinha de Abreu, Odeon de Ernesto Nazareth e com duas partes, a mais conhecidas é o Brasileirinho de Valdir Azevedo, Carinhoso de Pixinguinha.
 A origem do termo choro já foi explicada de várias maneiras. Para o folclorista Luís da Câmara Cascudo, esse nome vem de xolo, um tipo de baile que reunia os escravos das fazendas; de xoro, o termo teria finalmente chegado a choro. Por outro lado, Ary Vasconcelos sugere que o termo liga-se à corporação musical dos choromeleiros, muito atuantes no período colonial (escravidão). José Ramos Tinhorão defende outro ponto de vista: explica a origem do termo choro por meio da sensação de melancolia transmitida pelas baixarias do violão (o acompanhamento na região mais grave desse instrumento). Já o músico Henrique Cazes, autor do livro Choro – Do Quintal ao Municipal, a obra mais completa já publicada até hoje sobre esse gênero, defende a tese de que o termo decorreu desse jeito marcadamente sentimental de abrasileirar as danças européias.
Arnaldo Savegnago compositor: Em sua trajetória musical de violonista erudito, compositor eclético e intérprete, produziu obras em vários gêneros musicais, entre eles o Choro. As composições do Gênero Choro foram construídas em duas partes, ou seja, em forma de rondó, sendo o Cavaquinho o Clarinete e intérprete vocal responsáveis pela condução da melodia principal.